Efemérides


Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Escravos

Assinala-se esta quarta-feira [25.03.2026] o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Escravos, criado pelas Nações Unidas em 17 de dezembro de 2007. O objectivo desse dia é homenagear e lembrar todos que padeceram por conta da escravidão e consciencializar o mundo sobre a importância de combater o racismo e qualquer tipo de discriminação racial. As Nações Unidas estimam que mais de 15 milhões de pessoas tenham sido vítimas do tráfico transatlântico de escravos ao longo de mais de 400 anos. Pretende-se com esta data que haja mais união contra o racismo e pela construção da vida com liberdade, dignidade e direitos humanos. Este dia foi criado através da resolução 62/102 da Assembleia Geral das Nações Unidas, a 17 de dezembro de 2007. O tráfico de escravos foi um fenómeno caracterizado por tráfico de seres humanos em massa sem precedentes, transacções económicas e violações dos direitos humanos. As histórias daqueles que foram arrancados das suas pátrias e famílias, daqueles que lutaram contra os seus opressores, daqueles que triunfaram contra todas as probabilidades para conquistar a sua liberdade, não podem ficar esquecidas. A data é reforçada em Angola como uma necessidade de cura histórica e combate ao racismo, destacando o papel central do país como maior fornecedor de escravos para as Américas, num processo de reflexão sobre as cicatrizes que permanecem até hoje. A efeméride pretende ainda combater o silêncio sobre a "pior violação dos direitos humanos da história", relembrando as histórias, humanizando-as, e chamando também a atenção para o combate ao racismo e ao preconceito.


Dia Internacional do Direito à Verdade sobre as Violações Graves dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas

Assinala-se esta terça-feira [24.03.2026] o dia Internacional do Direito à Verdade sobre as Violações Graves dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2010, com o objectivo de homenagear o Arcebispo Óscar Arnulfo Romero, assassinado em Março de 1980, defensor dos direitos humanos. Uma efeméride cujo objectivo é reconhecer a importância do direito à verdade, memória e justiça, além de homenagear aqueles que dedicaram ou perderam suas vidas na protecção dos direitos fundamentais. A verdade, neste contexto, é um dos pilares fundamentais das sociedades justas e democráticas, pois permite que as vítimas e as suas famílias tenham acesso à justiça, à reparação e ao reconhecimento da sua dignidade. No âmbito da educação para os direitos humanos e da promoção da cidadania activa, várias escolas no mundo assinalam este dia com iniciativas que mobilizam alunos, professores e comunidades educativas, reafirmando o compromisso da escola com a memória, a justiça e os direitos humanos. Actualmente nas escolas, as crianças são desafiadas a explorar temas como a memória histórica, a justiça, a reparação e o respeito pela dignidade humana, sempre em articulação com os conteúdos curriculares e os desafios do mundo atual. Trata-se por isso, de uma oportunidade para reforçar o papel da escola como espaço de promoção da paz, da verdade e da responsabilização. Sem memória, não há futuro, e sem verdade, não há justiça.


Dia Mundial do Rim

Assinala-se hoje, quinta-feira [12.03.2026], o Dia Mundial do Rim, oficilamente instituído em 2020, pela International Society of Nephrology (ISN). Com a efeméride, pretende-se aumentar a consciencialização sobre a crescente presença de doenças renais em todo o mundo e a necessidade da adopção de estratégias de prevenção. A insuficiência renal é a condição na qual os rins perdem a capacidade de efectuar suas funções básicas, podendo ser aguda, quando ocorre a súbita e rápida perda da função renal, ou crônica, quando esta perda é lenta, progressiva e irreversível. Em Angola, o Estado procura criar condições favoráveis para que os pacientes encontrem condições favoráveis de cura, num envolvimento quase que pessoal e directo do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, que orientou a expansão da rede de nefrologia, com mais de 30 centros de hemodiálise em funcionamento no país até Março de 2026. As Unidades chaves estão localizadas em Luanda, no Hospital Geral e Pediátrico, Huíla, Moxico, Bié e um novo centro no Namibe, numa altura em que o aumento de casos de insuficiência renal, no país, continua preocupante. Só no ano em curso, mais de 5 mil pacientes recorrem aos serviços de hemodiálise. As autoridades de saúde, em Angola, estão centradas na prevenção e no combate à hipertensão e diabetes, reforçando a necessidade de diagnóstico precoce existentes nos mais de 30 centros de hemodiálise espalhados pelo país, visando descentralizar o atendimento, que antes era concentrado em Luanda. Estima-se que existam actualmente, no mundo, 850 milhões de pessoas com doença renal. A Doença Renal Crônica (DRC) causa pelo menos 2,4 milhões de mortes por ano, com uma taxa crescente de mortalidade.


Dia Mundial do Glaucoma

Assinala-se quinta-feira, [12.03.2026], o Dia Mundial Glaucoma, instituído a 12 de Março, numa iniciativa da Associação Mundial de Glaucoma. Uma das principais causas de cegueira no Mundo, o Glaucoma afecta mais frequentemente as pessoas idosas. No entanto, detectada precocemente, podem ser evitados danos maiores como a perda de visão. O glaucoma é uma doença multifactorial e de avaliação complexa, que geralmente, afecta o nervo óptico e que parece correlacionar-se directamente com aumento da pressão intraocular, com a irrigação desta estrutura e, com outros factores menos conhecidos. Estas alterações provocam uma típica perda do campo visual, alterações macroscópicas do nervo óptico (escavação característica) e em etapas terminais, perda irreversível da acuidade visual. Daí, a importância de uma vigilância regular, pois existem vários factores de risco para o desenvolvimento de glaucoma. O tratamento do glaucoma consiste, fundamentalmente, em baixar a pressão intraocular, na maioria dos casos através do uso de colírios. Se esta terapêutica médica não resultar, é possível fazer uma cirurgia à vista. Esta cirurgia está indicada nas formas mais graves e, particularmente, em todos os casos em que as terapêuticas anteriores se revelaram insuficientes para controlar a progressão da doença. Dados do Instituto Oftalmológico Nacional de Angola (IONA) indicam alto volume de cirurgias, com 20% dos pacientes com glaucoma a perder a visão.